quarta-feira, 21 de março de 2007

Deputado Luiz Castro denuncia pedágio da Transamazônica na ALEAM


O deputado Luiz Castro (PPS) denunciou hoje, o pedágio “instituído” pelos índios Tenharim em dois pontos da BR-230 (Transamazônica), entre os municípios de Apuí e Humaitá, no Aamzonas. Os índios cobram taxas para todo tipo de veículo que trafega na área, prejudicando inclusive os moradores e pequenos produtores das comunidades próximas, que ficam impedidos de se deslocar, por falta de dinheiro.

Da tribuna, Luiz Castro disse que a situação é preocupante por se tratar de uma atitude ilegal e arbitrária que está causando insatisfação entre os moradores ao longo da rodovia Transamazônica. As barreiras foram instaladas em outubro de 2006.
Para utilizar a estrada, os motoristas de carretas têm que pagar R$ 70,00 aos tenharim. A tabela dos índios inclui ônibus e caminhões que pagam padágio de 60,00. Das caminhonetes e carros é cobrado R$ 20 e de motos, R$ 10,00.

“Por mais que os índios tenham direito de protestar, por falta de apoio da Funai, nós não podemos concordar com esse tipo de atitude, que abre um grave precedente e depõe contra a causa indígena”, advertiu o deputado, acrescentando que atos ilegais como esse não podem ser seguidos por outros povos indígenas.

Castro lamentou que a Funai ainda não tenha tomado providências para solucionar o problema, por ser hoje um órgão falido. Os tenharim reivindicam a proteção de suas terras e recursos para alimentação e medicamentos.

No entanto, o deputado não poupou o Governo Federal, que na sua opinião está omisso em relação à causa indígena e, especificamente, ao pedágio imposto pelos índios tenharim, na Transamazônica, que ele considera absurdo.

Através de seu gabinete, o deputado Luiz Castro apresentou requerimentos ao Governo Estado, Ministérios da Justiça e dos Transportes, aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, à Funai e à Coiab, solictando medidas imediatas para coibir a cobrança ilegal de pedágio na rodovia Transamazônica.

Humilhação
Morador de Humaitá, o agricultor Wermo Buhring, 44 anos, trabalha na Rodovia do Estanho e disse que passa todo dia pela humilhação de ter que pagar pedágio. Geralmente tendo que esperar em longas filas, até que os índios liberem a estrada.
“Ninguém escapa da cobrança das taxas. Não manifestamos insatisfação para evitar problemas com os índios, mas estamos chegando ao limite”, alerta o agricultor. Por outro lado, ele afirma que os índios trafegam livremente com caminhões e motos pela rodovia.

De acordo com Werno Buhring, a Associação Produtores da Rodovia do Estanho já enviou um documento ao Ministério da Justiça pedindo medidas para acabar com o pedágio, mas até o momento nenhuma providência foi tomada.

fonte: Gabinete do Deputado Luiz Castro

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